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Hyundai Sonata: a história do sedã da escultura fluida

28/06/2018

Muito superior ao modelo da geração anterior em seu desenho e também no nível de equipamentos, o sedã fez barulho por aqui. A dificuldade em distanciá-lo do Azera, porém, acabou gerando dificuldades para a própria marca, e isso encurtou a vida do Hyundai Sonata aqui no Brasil.

Mas, enquanto ainda era vendido, quais foram as principais qualidades do modelo?

 Hyundai Sonata foi o primeiro carro da marca lançado no Brasil dentro da famosa filosofia da “escultura fluida”. Mais do que mero marketing, esse estilo realmente mudou o patamar do sedã lá fora, e isso acabou refletindo aqui também.

Antes desse modelo, o Sonata já tinha sido lançado em cinco gerações anteriores, a primeira em 1985. Na época, ele se destacava pela carroceria bicolor e pela tração traseira. Sem muito sucesso, o modelo ganhou uma nova geração pouco tempo depois, em 1988, passando a ser oferecido apenas com tração dianteira.

A Hyundai investiu pesado na linha de motores e na tecnologia nas duas gerações seguintes, que apareceram em 1993 e 1998, respectivamente. Entre as novidades estava um novo propulsor 3.0 V6, oferecido apenas em alguns mercados. Em 2005, quando a quinta geração foi lançada, o Sonata recebeu uma nova plataforma e os novos motores da família Theta.

Apesar de tudo isso, o visual continuava sem graça, e isso afetava diretamente as suas vendas. Foi apenas com a chegada da sexta geração, em 2010, que tudo mudou. E essa nós conhecemos bem, pois foi exatamente quando a marca decidiu trazer novamente o Sonata para o Brasil, depois do fracasso com modelos anteriores, entre 1994 e 2002.

Enorme sucesso lá fora trouxe o Sonata para o Brasil

A diferença visual era gritante, e as novidades mecânicas apenas aumentavam ainda mais a lista de qualidades do novo Sonata. Essa receita deu ao sedã da Hyundai o posto de carro do momento nos Estados Unidos, e as vendas explodiram.

De um modelo que via suas vendas cair (ficando em pouco mais de 100.000 unidades anuais), o Sonata pulou para mais de 200.000 unidades vendidas por ano. O recorde foi em 2012, quando 230.605 modelos foram para as ruas.

Foi por volta dessa época, e com muita expectativa, que o Sonata desembarcou no Brasil, sendo apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo de 2010. Sua vida não seria fácil, já que o segmento contava com Ford Fusion, Honda Accord, Toyota Camry, Chevrolet Malibu e o atualizado Volkswagen Passat.

O visual da sexta geração, que também impressionou por aqui, seria um dos seus trunfos nessa batalha.

Escultura fluida o tornava bonito e eficiente

A dianteira contava com faróis que invadiam as laterais e, junto com a grade cromada, formavam os fortes vincos do capô. Também saindo dos faróis estava uma linha cromada, que marcava a linha de cintura na lateral. Os espelhos retrovisores tinham repetidores de seta em LED, as maçanetas eram cromadas e as rodas tinham 18 polegadas.

A traseira tinha uma coluna mais caída, e lembrava mais o estilo de um cupê do que propriamente de um sedã. As lanternas, assim como os faróis, invadiam a lateral, tendo entre si um friso cromado para separá-las.

No geral, o Sonata havia crescido 65 milímetros em relação à geração anterior, o que lhe dava uma distância entre-eixos de 2.795 milímetros. Essa medida, junto com o comprimento de 4.820 milímetros e a largura de 1.835 milímetros, permitia aos ocupantes uma confortável vida a bordo.

Entre os principais itens de conforto e segurança, o Sonata tinha dez airbags, freios ABS, ar-condicionado automático dual zone, bancos em couro, piloto automático, bancos dianteiros com ajustes elétricos e teto solar. O porta-malas também não decepcionava e podia levar até 470 litros de bagagens.

O modelo chegava com uma única opção de motorização, e era a já esperada opção 2.4, de 16 válvulas e 4 cilindros. Atuando junto com uma transmissão automática de seis velocidades, com trocas sequenciais e aletas no volante, o conjunto entregava 182 cv e 23,3 kgfm de torque.                                                            

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